O olhar não vê: o olhar enxerga

com Diógenes Moura

Livrai-nos de todo o Mal
Belém-PA
2013

Wagner Almeida

Diante da fragmentação das imagens no mundo contemporâneo, é preciso refletir: quem vê o quê? Qual a diferença entre a fotografia que vai além e a que não ultrapassa os limites de material de consumo? Seria a fotografia apenas um modo de ver? Por que queremos que os outros vejam um mundo que está dentro da nossa cabeça? Para Diógenes Moura, o papel do curador é interpretar essas indagações. Para isso, ele propõe reflexões sobre fotografia e literatura, fotografia e verdade, fotografia e cegueira, fotografia e sexo, fotografia para enganar o próximo, fotografia para combinar com o sofá da sala – tudo isso a partir de textos, filmes, livros e imagens produzidos entre 1930 e 2016.

Apresentar a seguinte atividade: Ler o texto (que pode ser acessado aqui) de autoria do instrutor, como uma proposta de reflexão entre a fotografia e leitura, a ser interpretado/traduzido/visto/rasgado em imagem ou fotografia pelos inscritos nesta oficina.

O resultado desta atividade deverá impresso (em qualquer formato) e as imagens serão comentadas ao final do segundo encontro pelo instrutor da oficina.

15 vagas

Diógenes Moura – Curador, editor e escritor premiado, explora, em seu trabalho, as intersecções entre fotografia e literatura. Foi, durante treze anos, curador da Pinacoteca do Estado de São Paulo (1999 a 2013). Ali promoveu exposições e eventos de reflexão sobre o fazer fotográfico, ganhou diversos prêmios e consolidou o acervo como um dos mais importantes da América Latina. Entre seus projetos curatoriais recentes estão A arte da lembrança – a saudade na fotografia brasileira (Itaú Cultural, 2015); Sombras secas, de Marcelo Greco (Museu da Imagem e do Som – MIS, 2015); Por debaixo do pano, de Nair Benedicto (Casa da Imagem, 2015); Retumbante natureza humanizada, de Luiz Braga (premiada como melhor exposição de fotografia do ano pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, em 2014); Busca-me, de Boris Kossoy (2013); Butterflies and zebras, de Mario Cravo Neto (2013); e Andy Warhol – superfície (MIS, 2012).